Mudando o Final ;)

 

O livro perdas e Danos da autora Josephine Hart com 207 páginas é uma história de como a idade não traz sabedoria: os homens ficam mais bobos conforme o tempo passa. Um homem com uma família bem estruturada, mas sem nenhuma paixão por ela, depois de certa idade, resolve procurar uma paixão nos braços de uma jornalista jovem, bonita e rica, mas com desvio de personalidade. E pra piorar, essa moça é noiva de seu filho. A história instiga o leitor a tentar descobrir como vai terminar essa tragédia; não da forma simples e comum como vemos nos noticiários.

Mas termina exatamente assim: o filho vê os dois juntos e morre. =/

Eu mudaria o final: Ele descobre que ela provocou várias tragédias antes, com seu padrasto, seu irmão, um primo, com o primeiro marido e resolve desmascará-la para salvar seu filho! =D

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Também tem um filme de 1992 com Jeremy Irons – bom ator e Juliete Binoche – ótima atriz.

As preferências da loucura

O autor Herman Melville escreveu esta short story em 1853, e em 100 páginas consegue incomodar, mostrando como a loucura pode se esconder em pessoas comuns. Um advogado tem seu escritório, onde contrata rapazes para escrever, escriturar, conferir os processos de páginas e páginas. O autor consegue descrever as diferentes características dos quatro personagens que lá trabalham. E, como o personagem de Kafka, esse rapaz se torna um peso que o advogado não consegue se livrar. Narrado pelo advogado, não sabemos o que realmente passa na cabeça do rapaz. Temos a visão única de sua loucura atravez das reclamações do advogado. E o final triste mostra o desamparo em que o rapaz é deixado. E o personagem do advogado passa o tempo todo tentando convencer o leitor de que ele fez o possível e que o rapaz escolheu esse fim.

Não vi o filme, mas fiquei curiosa sobre.

 

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Reportagem/Ficção

A história se passa nos anos 70, contada como uma reportagem de jornal da escola, o livro As Virgens Suicidas de Jeffrey Eugenides, com 206 páginas nessa versão pocket da L&PM, conta o suicídio das 5 garotas de uma cidadezinha dos Estados Unidos. Este livro também virou um bom filme nas mãos de Sofia Coppola em 1999. O livro é de 1994. Um dos rapazes vizinho dessas meninas, resolve depois de muito tempo recontar a história do suicídio das cinco irmãs e tentar descobrir o motivo do ato e porque ninguém fez nada para ajudá-las. O título remete a uma música, também citada na história. As vezes parece real, na forma jornalística como o narrador tenta apresentar as provas. Assisti o filme logo que saiu – e gostei muito mais que o livro.

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O Livro indicado por um livro

Quando li o livro A Lenda de Murasaki, a autora disse que este livro e filme foram baseados em seus escritos. Estou falando de Memórias de Uma Gueixa, de Arthur Golden, com 457 páginas. Nos agradecimentos o autor cita Liza Dalby.  Esse livro não teve muito boa-fama durante um tempo entre os webnautas, porque custava menos do que qualquer outro, só vivia em promoção, as páginas são brancas, as letras miúdas, é apenas a forma compacta da primeira versão de 850 páginas…. mas eu gostei! =D e muito do desenrolar da história. Tem todos os caminhos da história: a criança acredita, cresce, vê que foi burra, é traída, se vê em apuros, encontra pessoas que a ajudam e tudo acaba bem, ou quase. É muito clichê? Não porque é uma linguagem diferente quando se fala de um país muito diferente do que estamos acostumados: a história se passa no Japão, onde as crianças pobres são vendidas para se tornarem Gueixas – mulheres que são treinadas apenas para entreter os homens. E as memórias de uma gueixa famosa, são o pano de fundo pra falar da beleza da mulher japonesa, dos mistérios que envolvem as gueixas e do terror da segunda guerra. Quer resenha? Clique Aqui. Também foi lançado um filme magnífico que ganhou 3 Oscars, o prêmio do cinema.

Trechos do livro: “Nunca procuro derrotar o homem a quem estou combatendo…procuro derrotar sua confiança. Uma mente perturbada pela dúvida não pode se concentrar no curso da vitória. Dois homens são iguais – de verdade – só quando ambos tem igual confiança.”