#SpecialTips música alemã

#SpecialTips #3 de hoje é a dupla Pop alemã Ich+Ich com Adel Tawil e Anette Humpe já ganhou muitos prêmios de melhor duo, melhor canção e sempre é indicada nas aulas de alemão A1 com a canção “So soll es bleiben”, que eu cantei um semestre inteiro!

Vale a pena conhecer canções novas, sair da zona de conforto e ver como somos tão parecidos ao redor do mundo. Trecho da música:

“Abraçar-me
Leve-me para outro mundo
me acalmar
Diga  o que você pensa de mim
Dê-me sua energia
Eu estou aqui como um pobre na frente de você.”

…se sentindo incomodada :/

O que me incomodou….foi o título!! Porque não manter o título original: Três Histórias? Será por causa do conto do jogo de xadrez? Mas o importante ali não era o combate, ou ganhar, ou perder. Porque todos perdem no final.

Mas com certeza o livro Drei Geschchten, do autor Patrick Süskind com 86 páginas, vai se tornar o favorito do ano!!! Que delícia de leitura!! Livro pra ler em um só dia!!

Reclamações: um dos contos, sobre moluscos, é meio filosófico, com detalhes “técnicos” e tenho que ler novamente pra definir se vale a pena.

Trecho do livro: “O que vou te dizer agora é inaudito, e quando eu tiver aberto os teus olhos verás um mundo novo e não poderás mais continuar vendo como antes. Esse mundo novo será horrendo e angustiante. Não alimentes a ilusão de que possa restar qualquer esperança ou consolo para ti, a não ser que agora conheces a verdade e que essa verdade é absoluta.” “A ignorância não é uma vergonha: para a maioria dos homens ela constitui a felicidade.”

A Bicicleta Azul

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O livro A Bicicleta Azul da autora Regine Deforges, nesta edição de 1993 com 487 páginas, faz parte de uma trilogia e seus personagens também aparecem em uma série de livros da autora. A história traz algumas cenas inverossímeis, tendo a guerra como pano de fundo e os alemães como inimigos da França. A menina de dezessete anos, é uma personagem tão chata, que o leitor torce para que o vilão acabe com seu nariz empinado. Lá nas páginas 300, ela melhora um pouquinho, e o provável vilão se torna amável. :/

O livro não tem a duração de um período longo – menos de um ano – e acontece tantas transformações nos personagens – talvez a guerra faça isso – que parece que toda uma saga está naquelas páginas. Coisas que ocorrem com a adolescente, só seriam possíveis numa pessoa mais velha, falando de emoções. As cenas de sexo não trazem nenhum benefício para a história. Mas vale a leitura.

Tem um filme para a Tv francesa, que foi passado como mini-série em 2000, com a bela ex-modelo Laetitia Casta.

Leitura Compartilhada #6

Finalizando o volume dois de Jean-Christophe, do autor Romain Rolland com 542 páginas, temos na parte III o livro chamado Antoinette. Essa moça JC conhece na Alemanha, a convida para ir à um concerto e ela perde o emprego e volta para Paris. Eles não travam uma amizade. Eles nem se conhecem. Na orelha do livro está escrito “…Antoinette é o único dos dez romances da série que não trata diretamente da biografia do herói.”  Aqi vamos conhecer uma moça que apenas cruzou o caminho de JC. Antoinette tem uma vida breve. Filha da rica família Jeannin, tem todos os estudos e todos os bons partidos aos seus pés, já que é muito bonita. Tem um irmão mais novo. seus pais criam um ambiente perfeito em volta dos dois. Seu pai banqueiro, cai nas lábias de um aproveitador e gasta o dinheiro dos clientes, não conseguindo saldar suas dívidas. Então ele se suicida e deixa a mulher pra resolver os problemas da família. Ela vai procurar uma irmã também rica que lhe vira as costas. Ela adoece e morre. Então Antoinette se torna a responsável pelo irmão mais novo e faz de tudo para que ele chegue à universidade. Trabalha muito, cuida pouco da saúde e esquece de si. Um doença faz com que tenha uma vida curta, mas consegue deixar seu irmão com uma bolsa de estudos. Após sua morte, seu irmão lendo seus escritos, descobre que ela nunca esqueceu Jean Christophe por tê-la convidado para aquele concerto. E aí Oliver faz tudo para encontrá-lo.

Terminamos aqui o segundo volume. Trecho do livro: “A pior desgraça, para as almas fracas e ternas, é terem conhecido, uma vez, a maior das felicidades.”

Trecho do comentário no Blog do Escriba: “Só lê Jean-Christophe, o romance do francês Romain Rolland, quem tem fôlego de alpinista e ama de fato as Letras. Ou então, é viciado em literatura e livros clássicos imortais. E, especialmente, quem dispõe de tempo, artigo de luxo nos dias corridos que vivemos hoje. Sim, porque a obra é bela, indubitavelmente, mas muito extensa. São, nada mais nada menos, que cinco volumes de quatrocentos e tantas páginas cada um. Em peso, deve dar uns cinco quilos ou mais de literatura fina e fluida, embotada de sentimentos humanistas e filosóficos interessantíssimos que, realmente, validam sua dilatada estatura e extensão, e com certeza encantará os leitores mais sensíveis que se aventurarem a lê-lo. Sem dúvida, vale a pena. No romance existem centenas de belas passagens, que dariam, com certeza, para encher todo um Blog com seu conteúdo…”.

 

Sobre os blurbs

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O que é um “blurb”? É a sinopse de uma história em forma de propaganda. É como se fosse possível saber a história, só em ler uma frase. Mas às vezes o blurb te engana! 😉

Neste livro de capa linda, O Mestre dos Quebra-cabeças, de Betsy Carter com 349 páginas, a sinopse na contra-capa diz: “…e começam uma busca heróica para tentar salvar sua família.” Quem escreveu isso, com certeza não leu o livro. Não existe nada “heróico” no livro. São histórias do cotidiano de uma família que conseguiu evoluir, crescer financeiramente, em um país estrangeiro, porque seu próprio país os tratavam como estrangeiros. Um dos personagens tenta localizar e não salvar sua família que ficou do outro lado do oceano. Se não fosse contado em forma de romance, este seria um daqueles livros de auto-ajuda “como vencer na vida” ou um daqueles livros do tipo ” um empresário de sucesso conta como ser criativo durante uma crise”. Mas a forma histórica e romanceada faz o livro ser de fácil leitura.

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