Bônus! Books Reading Tracker!! =D

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Quem lê vários livros ao mesmo tempo, e gosta de se programar, o tracker ou check-list de livros e páginas lidas é um ótimo auxiliar de leitura. Então, estou postando para download a planilha que estou usando em 2018! =D

Para usar é só imprimir (ou scanear se você usa o planner digital) e colocar uma cor para cada livro (como legenda) e o nome no livro. E vai colorindo a cada quantidade de páginas lidas. Pode usar a cor preta para livros abandonados.

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É só clicar no link e se divertir! 😉

Books Reading Tracker free download

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O Primeiro Grego a Gente Esquece?

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O livro Os Irmãos Inimigos (The Fraticides) do autor e filósofo grego Nikos Kazantzakis, conta em 257 páginas a história de um frade que durante a guerra na Grécia, tenta convencer os guerrilheiros que se eles retirarem sua boinas, vermelhas dos soldados e negras dos rebeldes, eles são todos irmãos, filhos da mesma pátria; e que sua missão é mostrar que aquela luta pela liberdade não têm sentido se continuarem se matando uns aos outros. Ninguém quer ouvir suas palavras religiosas: os soldados porque acham que devem matar, o povo da aldeia miserável porque está passando fome. A brincadeira de mau-gosto que alguém faz inventando que a guerra tinha acabado, deixando o povo comemorar pra depois gritar “primeiro de abril” é de partir o coração!

O autor foi um socialista militante, que passou a infância em plena guerra que a Grécia travou contra a invasão dos turcos. Muito de suas experiências estão nos seus livros. Como a história gira em torno de um religioso que vê seu filho se unir aos traidores, têm muitas páginas de cenas religiosas, celebrações, imagens, santos, orações, um pouco cansativas, mas o final parece cena de filme. 😉  A história do padre que leva um cinto da virgem de vila em vila pedindo dinheiro é a melhor parte do livro! =D

Trechos do Livro: ” Raramente…uma gargalhada ressoava…Parecia fato tão anormal que alcançava proporções de sacrilégio.” “Quando…pope vinha casá-los, não tinham palavras de carinho para trocar…metiam-se sob os cobertores de lã grosseira com uma única idéia: gerar crianças para legar essas pedras, essas montanhas, essa fome.” “É o crânio de São Kerikos – afirmou o monge…poucos dias após, apresentaram-lhe outra cabeça, muito maior:-é o crânio de São Kerikos.-Era menor. – vai ver ele cresceu.” “Somos apenas metatipos, deixamos de ser macacos e ainda não nos convertemos em sêres humanos: vacilamos num ponto intermediário.” “Que ímpeto, que juventude! Como posso exigir que uma mulher com um corpo desses seja virtuosa?” “Já que não querem ser livres de bom grado, nós os libertaremos à força…”

A Simplicidade Através de Palavras Escritas

A minha edição de Casa sem Dono do autor alemão Henrich Böll é essa com as fotos e a carabina, devidamente citadas no texto. Aliás, essa foto é um personagem que está em toda a história contada de forma simples e “sentenças curtas”, como gostava o autor, Prêmio Nobel de Literatura. Em 314 páginas conhecemos essa casa na Alemanha pós guerra em que moram duas senhoras, uma moça com um filho e um senhor. Também aparecem os personagens vizinhos que convivem nessa casa. A avó, dona da casa, é dona de uma fábrica de conservas que sobreviveu à guerra porque “todo mundo quer estocar alimentos na adversidade”. A moça casou com seu filho, que morreu na guerra e a deixou grávida. Ela não consegue pensar em se casar com ninguém, mas sai com vários. Seu filho conhece cada namorado da mãe e os chama de “tio”. Albert, estava na guerra, era amigo do herdeiro dessa casa e veio morar aqui. O autor descreve as desventuras de ser pobre, mas saber “se virar” no pós guerra. Descreve os amigos que sempre ajudam. É um texto gostoso de ler, sem suspense, sem mistérios, como se a gente fizesse parte da história. E faz tudo como se criasse um roteiro de filme.

Trechos do Livro: “…eficaz foi uma garota de catorze anos, que…esterilizou uma tesoura com que cortou o cordão umbilical. Fez tudo tal como havia lido num livro que não deveria ter lido.” “…estava com cinco anos e meio que contribuía para o sustento próprio e de sua mãe fazendo pequenos serviços no mercado negro…” “…o menino sabia o que faria quando fosse adulto e se sentisse infeliz: faria com que aquele pequeno colibri lhe beliscasse o braço, o colibri que injetava felicidade em sua avó.” “…encantava manter longos monólogos a altas horas da noite a respeito da falta de sentido de sua vida…” “Sabe que perdê-lo não foi menos terrível para mim do que para você…Creio que há mais mulheres com quem se pode estar casado que homens de quem se possa ser amigo.” “Gostava de tirá-lo da gaveta de sua secretária, abri-lo, preencher o cheque azul…secar a tinta e arrancá-lo da matriz com gesto elegante.” “…se deixava levar pela mesma mania…situar-se num terceiro plano e sonhar com uma vida que jamais foi vivida e jamais poderia sê-lo porque o tempo que lhe havia sido concedido para isso passara definitivamente.”

Moda e Literatura Book Tag

Vi essa Tag no Blog Fantástica Ficção. São só cinco perguntas, porque nosso guarda-roupa é básico! =D

1) Um “livro pretinho básico”
Um livro que em qualquer época, todo mundo leu/ tem e se não leu tem que ler.

northJane Austen, uma leitura fácil, pra qualquer época. Pode carregar na bolsa, ler junto com outros livros, levar na viagem, ler de novo…

 

 

 

 

 

2. Um “livro alta-costura”
Um livro pelo qual vale pagar caro; pela qualidade literário e/ou editorial.

Edição linda de Crime e Castigo do Dostoiévski,crimeuma história para ler mais de uma vez, pela qualidade do texto.

 

 

 

 

 

3. Um “livro Fast-fashion”
Leu quando estava todo mundo lendo e gostou; mas hoje já não leria.

Trilogia A Seleção da Kiera Cass, que é uma a seleçãohistória bonitinha, com uma protagonista irritante.

 

 

 

 

 

4. Um “livro calça jeans”
Um livro descontraído que agrada todos os estilos de leitores.

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Tem romance, tem amizade, religião/segredo, coisas que dão errado sempre, suspense. Não sei se agrada todo mundo. Mas Dan Brown é diversão.

 

 

 

 

5. Um “livro Scarpin bico fino”=
Um livro muito bom mas que foi difícil de ler. Pode ter te causado desconforto pela forma de escrita/narrativa ou por algum detalhe da historia. Mesmo assim, você leria outras vezes!

mundoEsse é filosofia pura! Pra quem gosta, é fácil, mas eu me perco nos nomes dos sábios. Mas vou ler uma terceira vez!

Grafic Novel =)

A grafic novel O Curioso Caso de Benjamin Button, baseado na obra de Scott Fitzgerald de mesmo nome, com 128 páginas, conta a história de um nascimento diferente: o bebê nasce com cerca de setenta anos e vai “rejuvenescendo” até virar um bebê de verdade. Todos os problemas com a comunidade, a escola, sua esposa envelhecendo e ele cada vez mais jovem, deixa o leitor grudado na história pra saber como o autor irá resolver esse problema. Com as ilustrações por Kevin Cornell, a história fica mais engraçada do que dramática. O filme de 2009 com elenco famoso, vencedor de vários prêmios, mas muito longo com três horas de duração.

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Muitas histórias de mesmo nome.

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O livro O Banquete da autora Inglesa Muriel Spark conta em 170 páginas a história de vários casais convidados para um jantar. Em cada capítulo a autora dá um spoiler do que vai acontecer mais à frente. A autora começa com o jantar, mas ela vai e volta no tempo para apresentar ao leitor todos os convidados em especial Margaret Murchie. Só que todo o mistério que envolvem a personagem, não é resolvido no final. Nada fica bem resolvido. Não ficamos sabendo quem é o assassino que ronda Margaret e não sabemos se Roland resolve se assumir homossexual. Não temos a reação do anfitrião ao saber que Luke está envolvido no roubo. Nada é finalizado.

Trechos do Livro: “Santa Eutrópia…uma santa Medieval para quem as pessoas, especialmente as mulheres, costumavam rezar pedindo que ela as livrasse dos cônjuges.” “Algumas pessoas são do Séc. XVIII, outras do XV…outras do Séc. XX. Todos os psiquiatras no exercício da profissão deveriam ser também estudiosos da história: a maioria dos pacientes está presa à sua era e não consegue se adequar às exigências e aos hábitos do nosso século.” “…não conseguia se livrar do hábito…Quando visitou o Papa…não pode deixar de calcular o valor do seu patrimônio…” “Mas ele é muito bom em jantares…Você pode sentá-lo ao lado de uma árvore que ele conversará com ela.”

O título do livro já serviu de inspiração pra vários autores:

Somos Todos E.T.s

O livro As Crônicas Marcianas do autor americano Ray Bradbury, escrito em 1950 com prólogo de Jorge Liz Borges, é um livro de ficção científica, com histórias que se passam no Planeta Marte, onde vivem os humanos que foram enviados ou se mudaram pra lá. Também aparecem os marcianos, mas o autor gosta de colocar aquela dúvida se somos humanos ou extra-terrestres, portanto, em Marte, os ETs, somos nós. Algumas histórias são amorzinho e dá vontade de morar lá em Marte. Algumas histórias são creepy! Minhas favoritas são A Manhã Verde e Usher II que ele cita vários autores de histórias de terror e suas histórias, como a que dá nome a essa crônica inspirada em Poe.

Trechos do Livro: “Eles provavelmente não se importam de estarmos aqui…talvez tudo isso nos torne melhores.” “Será que eram ancestrais do homem da Terra, surgidos há dez mil anos? E será que tinham amado e odiado os mesmos amores e ódios, e feito as mesmas coisas tolas quando faziam coisas tolas?” “Se a arte não passava de uma expressão frustrada de desejo, se a religião não passava de ilusão, para que servia a vida?” “Os marcianos descobriram o segredo da vida entre os animais. O animal não questiona a vida. Simplesmente a vive. Sua única razão para viver é a vida.”