Narrativa cult*

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Um livro escrito como um roteiro de cinema – você acompanha a câmera, os cortes, as tomadas, a luz e a sombra, as locações. A história de uma mulher de classe baixa que chega à alta classe atraves da moda. Mas começa daí, onde ela já está no meio dos ricos, das moças que nunca vão precisar trabalhar, de artistas que não precisam ver seus trabalhos reconhecidos e passam a vida em bebidas e sexo e remédios, até que uma moça tenta o suicídio. Me lembrei do filme Factory Girl, onde mostra pessoas mais excêntricas do universo da moda.

O livro é Mulheres Sós do Cesare Pavese, escrito em 1949, com 127 páginas, mostrando onde a vida imita a arte – o autor se suicidou em um quarto de hotel numa grande cidade, um ano após a escrita deste texto.

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*Cultdjetivo de dois gêneros e dois números ; cultuado nos meios intelectuais e artísticos (diz-se de pessoa, ideia, objeto, movimento, obra de arte etc.). As características em um filme cult podem incluir uma trilha sonora obscura, conceitos e ciências fictícios criados na história, ou personagens estranhos. Geralmente são filmes de conteúdo original, e de roteiro também original, que tentam passar uma mensagem inovadora, muitas vezes de forma subliminar, de múltipla interpretação e de difícil compreensão pelo grande público (habituado a visões mais convencionais da realidade). Por assim ser, geralmente são enquadrados em filmes alternativos, filmes B e undergrounds.

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